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É simultaneamente interessante e instrutivo estudar os trabalhos que antecederam os de Einstein, sobre as interações luz-matéria. Em 1887, Heinrich Hertz, gerou, detetou, e caracterizou a propagação de ondas eletromagnéticas, observou que elétrodos iluminados por luz ultravioleta criavam “faíscas” com maior facilidade. O seu assistente Wilhelm Hallwachs confirmou e ampliou essa observação, em 1888, quando demonstrou que a radiação ultravioleta incidente em placas de metal fazia com que ficassem carregadas com carga positiva. Em 1899, Joseph J. Thomson estudou o efeito da radiação ultravioleta sobre a produção de “corpúsculos” (eletrões) numa placa de metal no interior de um tubo de Crookes. Thomson mediu uma corrente a partir da placa, que aumentava com a frequência e com intensidade da radiação. Foi o primeiro a afirmar numa publicação que a radiação ultravioleta incidente, resultava na emissão de eletrões. Em 1902, Philipp Lenard, que estava a trabalhar na Universidade de Kiel mostrou que a radiação de uma lâmpada de arco de carbono, com comprimentos de onda pequenos, incidente na superfície de um metal, provocava a emissão de eletrões. O número de eletrões ejetados aumentava com a intensidade da luz, mas não a sua energia cinética, e até uma determinada frequência da radiação não havia eletrões emitidos. Lenard também observou que o máximo da energia cinética dos eletrões emitidos era independente da intensidade da radiação incidente, mas aumentava com o aumento da frequência da radiação incidente. Mediu os efeitos de três diferentes frequências de luz ultravioleta sobre a emissão de eletrões por uma placa de alumínio.
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