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Le redressement de l’économie mondiale en 2010, après la profonde récession de 2009, a été suivi d’une croissance plus modérée en 2011 comme en 2012. La crise s’est aggravée dans la zone euro. La croissance reste à la peine dans les autres grandes économies avancées, notamment les États-Unis et au Japon. Un certain fléchissement du rythme a été noté dans des pays émergents comme la Chine, l’Inde et le Brésil. Le maintien des mesures d’assouplissement quantitatif aux États-Unis, en Europe et au Japon prouve à quel point une sortie durable de la crise financière est difficile. Mais les perspectives d’une nouvelle récession mondiale s’éloignent, ce que confirme l’amélioration relative des principaux indicateurs. L’excès de liquidité lié aux mesures de relance dans les pays avancés pourrait générer de nouvelles bulles sur les marchés des actifs, ainsi qu’une baisse des taux de change à un seuil inférieur à leurs niveaux de marché. Un tel scénario pourrait entraîner des dévaluations compétitives et le retour du protectionnisme. Cette édition des Perspectives économiques en Afrique (PEA) fait l’hypothèse que ces risques seront évités, et que la croissance mondiale ainsi que les échanges internationaux iront en s’accélérant tout au long de 2013 et 2014. Les prévisions pour le continent tablent sur une production mondiale toujours modeste en 2013, autour de 3.5 % (contre 2.9 % en 2012), avant une embellie, à plus de 4 %, en 2014. Le rythme des échanges internationaux (autour de 3 % en 2012) devrait s’intensifier en 2013 et en 2014, autour de respectivement 4 à 5 % et 6 à 7 % – des taux néanmoins toujours inférieurs aux niveaux d’avant la crise. Entre 2004 et 2007, la croissance annuelle de la production et des échanges mondiaux s’était établie respectivement autour de 5 et 9 %. La reprise progressive des échanges internationaux devrait profiter aux exportateurs africains.
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À recuperação da economia mundial em 2010, após a severa recessão de 2009, sucederam dois anos de crescimento moderado. As principais razões para a persistente fraqueza da economia mundial foram o agravamento da crise na zona euro, o crescimento incipiente nas restantes maiores economias, nomeadamente os Estados Unidos e o Japão, e um crescimento moderado nos países emergentes como a China, a Índia e o Brasil. A permanência das medidas quantitativas de estímulo à economia nos Estados Unidos, na Europa e no Japão demonstram a dificuldade de regressar a um crescimento sustentado após a crise financeira. No entanto, diminuiu o risco de uma nova recessão na economia mundial, e alguns indicadores económicos relevantes indiciam alguma melhoria. Mas, em paralelo, crescem os receios de que o excesso de liquidez gerado pelos estímulos aplicados nos países desenvolvidos possa levar ao surgimento de novas bolhas no mercado de activos e à queda das taxas de câmbio, abaixo do valor de mercado. Esta situação, por seu turno, poderá levar a desvalorizações competitivas e à imposição de novas medidas de proteccionismo comercial. Esta edição das Perspectivas Económicas em África parte do pressuposto de que esses riscos podem ser evitados e de que o crescimento global e o comércio mundial irão acelerar gradualmente ao longo de 2013-2014. A nossa projecção para África assume que o crescimento da produção mundial em 2013 continuará modesto, em torno dos 3,5 % (2,9% em 2012), e acelerará em 2014, para um valor superior a 4%. O crescimento do volume do comércio mundial deverá ser gradual, passando de cerca de 3%, em 2012, para valores entre os 4 e os 5% em 2013, e 6 a 7% em 2014. No entanto, estas projecções ainda ficam aquém dos níveis anteriores à crise. Entre 2004 e 2007, o crescimento anual da produção e do comércio mundial situou-se, respectivamente, em torno dos 5% e dos 9%. A recuperação gradual do comércio mundial deverá beneficiar os exportadores africanos.
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