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As capacidades locais podem ser melhoradas com os requisitos em matéria de emprego local, dando, assim, às principais empresas incentivos para participarem em programas de formação e melhorarem as capacidades dos fornecedores . A participação local na cadeia de valor pode ser alcançada através de requisitos de formação e contratação de mão-de-obra local, tanto nas principais empresas como nas respectivas redes de fornecedores. Tal pode ser implementado através da regulamentação do emprego preferencial de trabalhadores domésticos por lei, sempre que não possa ser comprovada a falta de trabalhadores locais. Esta medida proporciona emprego à população activa local e expõe-na às tecnologias utilizadas pelas principais empresas. Pode, assim, ser iniciado um processo dinâmico de transferência de competências e de desenvolvimento de ligações, à medida que os funcionários locais se familiarizarem com as operações e com as necessidades de abastecimento das empresas líder. As empresas estrangeiras activas nos países em desenvolvimento afirmam, muitas vezes, que os fornecedores locais não conseguem cumprir os seus requisitos porque lhes falta capacidade de gestão e tecnológica (Baxter, Isaiah e Shen Xiaofang, 1996). Este processo alinha os seus interesses com as regulamentações de prestação de planos para o recrutamento e a formação dos moradores locais. A prestação de tais planos pode ser solicitada em intervalos pré-determinados, a fim de acompanhar o progresso e supervisionar o seu cumprimento. Além disso, as empresas podem ser obrigadas a contribuir financeiramente para os programas nacionais de formação técnica focada em competências necessárias nos sectores a montante (Morris, Kaplinksy e Kaplan, 2013; Saggi, 2002). O investimento na construção das redes de fornecedores internos pode compensar as principais empresas a longo prazo, através da redução dos custos de produção e uma melhor reputação (IFC, 2013). De acordo com as lições aprendidas num bem-sucedido programa de formação das PME em Moçambique, o processo deve ser planeado e implementado em várias fases. Depois de uma fase de preparação geral, devem ser desenvolvidos planos de formação de acordo com as lacunas de competências identificadas. Para a implementação destes planos, deve ser disponibilizada formação empresarial e técnica, para reduzir essas lacunas. Esses esforços devem ser reforçados por planos de melhoria individual. Após uma avaliação intermédia do progresso, deve ser fornecida mais formaçã
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