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Da mesma forma, o sector rural tem potencialidade enquanto motor do crescimento inclusivo e do emprego juvenil. Embora os jovens rurais enfrentem condições mais duras do que os jovens urbanos e apresentem taxas de emprego vulnerável e de pobreza empregada mais elevadas, em vários países, as economias rurais estão a mostrar forte potencial para o crescimento económico e a redução da pobreza. Para muitos agregados familiares, a agricultura é uma parte importante da sua subsistência, envolvendo muitos trabalhadores jovens. Cada vez mais agregados familiares nas áreas rurais estão a alargar-se a outros sectores, que inicialmente complementam a agricultura e, mais tarde, a suplementam com actividades económicas que geram lucros superiores. Fox e Pimhidzai (2011) mostram que, no Uganda, “o crescimento fenomenal de empresas agrícolas familiares no sector informal impulsionou a transformação da subsistência das famílias; ser dono de uma empresa não agrícola é um indicador significativo de bem estar”. Nos países subsaarianos, os níveis mais elevados de rendimento do país estão associados a um número crescente de empresas familiares e menos agricultura de subsistência, ao invés de um aumento significativo em empregos assalariados (Figura 6.20). A Figura 9, na otra secção conta-nos uma história semelhante para os países de todos os níveis de rendimento: os PRM têm menos jovens na agricultura e mais donos de negócios, que são, de forma lata, microempresários. Nos países de rendimento médio superior, esta tendência é ainda mais acentuada. Porém, se considerarmos os PRM e os PRB, a taxa de jovens que são trabalhadores profissionais, e que representam a categoria central dos trabalhadores assalariados, é marginalmente superior nos PRM, em relação aos PRB.
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