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In the case of public spending, the deficit was financed by the emission of Treasury bonds which were acquired by Central Banks (mainly the Chinese), sovereign funds and private investors, all of them in search for reserve assets and protection. The Fed, on the other hand, would print the dollars necessary to lubricate an economic system that worked at high speed driven by extreme consumption and greed.
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Para iniciar esta reflexão, é necessário fazermos uma primeira pergunta que tem uma resposta muito complexa, mas que trataremos de simplificá-la concentrado-nos no essencial: como funcionava o motor econômico global até 2007? No pré-crise, esse motor era mobilizado por um único e potente “impulsor”: o insaciável apetite do consumidor estadunidense e a belicosidade do governo encabeçado por George W. Bush. Juntos geravam uma potente demanda global que se respaldava, no caso dos lares estadunidenses, em sua crescente riqueza como consequência do incremento sustentado pelo preço das casas e das ações e, no caso do gasto militar, no sustentado crescimento do déficit público. A expansão do consumo privado proporcionava o crédito em taxas baixas. Por sua vez, os bancos se financiavam no mercado de capitais com base na geração de sofisticados produtos financeiros, que, por sua vez, tinham como núcleo as hipotecas que eles mesmos geravam ao conceder os empréstimos. No caso do gasto público, o déficit era financiado pela emissão de títulos do Tesouro, que eram adquiridos por Bancos Centrais (fundamentalmente o chinês), fundos soberanos e investidores privados, todos eles em busca de ativos de reserva e proteção. O FED, por sua vez, gerava o circulante, emitindo os dólares necessários para lubrificar todo um sistema que funcionava a altas revoluções, impulsionado por exacerbados valores de hiperconsumo e cobiça. Em princípios de 2008, o “motor” global esquentou e entrou em colapso, iniciando-se a débâcle pelo “esvaziamento” da bolha das hipotecas subprime, seguido pela derrubada dos preços das casas e das ações. Para dar apenas algum exemplo desse consumismo desatado, na Espanha as pessoas trocam (ou trocavam) de celular a cada 2,5 meses e nos EUA trocam de carro a cada 2,5 anos. Isso, mais que absurdo, é financeira e ambientalmente insustentável.
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