|
|
Dados recentes do Gana ilustram de que forma a comercialização da agricultura pode, com sucesso, vincular os agricultores africanos aos mercados mundiais . A Blue Skies foi fundada em 1998 e é um exportador de fruta fresca para a Europa. A sua principal inovação é o facto de exportar toda a sua fruta para supermercados europeus no prazo de 48 horas após a colheita. Os produtos são enviados do terreno para a fábrica em Acra, onde são cortados, embalados e, em seguida, enviados imediatamente para a Europa por via aérea. Tal não só garante a frescura e a qualidade da fruta, mas também cria mais emprego a nível local, pois os produtos são colhidos e embalados no Gana. Além disso, a Blue Skies começou a recolher o excesso de sumo da fábrica e a vendê-lo no mercado local, a fim de alcançar uma economia de gama. A empresa compra os seus produtos usando um regime de produção sob contrato que detém contratos formais com 146 agricultores parceiros. Um dos 11 agrónomos da equipa pertencente à empresa visita cada agricultor semanalmente para supervisionar a produção e prestar assistência técnica, garantindo que o agricultor atende às rigorosas normas europeias de importação. Além de prestar consultoria técnica, a Blue Skies também oferece crédito a alguns dos seus agricultores, com uma taxa de juro bonificada. Esta sólida estrutura de colaboração permite que a Blue Skies faça a ligação entre produtores rurais e mercados globais. Os agricultores também parecem ter beneficiado significativamente, dado que muitos conseguiram construir melhores casas e algumas aldeias foram ligadas à rede nacional de electricidade. Até agora, a Blue Skies expandiu as suas operações para o Brasil, o Egipto e a África do Sul e mantém centros de armazenamento no Senegal e na Gâmbia. Estas diferentes fontes permitem-lhe permanecer competitiva a nível global, mesmo na ocorrência de um choque local. No entanto, a empresa ainda enfrenta muitos desafios, especialmente com questões de terra, uma vez que os seus parceiros agricultores têm muitas vezes reivindicações dúbias relativamente ao terreno que usam para cultivar fruta para a empresa. Outro desafio é a dependência do transporte aéreo, que é caro e vulnerável a choques, como o do vulcão islandês, em 2010, que afectou os transportes aéreos europeus. A entrada nos mercados locais também tem sido difícil, pois a maioria das operações está localizada em zonas de comércio livre, que oferecem benefícios, mas exigem o pagamento de direitos de impor
|