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I was very struck a few years before I wrote "Woman on the Edge of Time" by a book about the Pawnee Indians, called "The Lost World," written by an anthropologist, who interviewed all the remaining members after they had been uprooted. And one of the things I learned from that book was, that while they were what we would call primitive technologically, socially they were far more sophisticated than we are. They had ways of dealing with social problems that were far more sophisticated. For instance, let's say you feel lonely and neglected, as people so frequently do. Well, you would have a dream that it was time for you to do a certain ceremony, and you would say, it is time for me to do this ceremony, I have dreamt it, it must be so. Then for three days you should be the most important person in the entire village. Similarly the women who did the agriculture, when they came back from planting the fields, covered with mud, cold, it was spring, it was hard work all the older men in the village would have to get up on top of the houses and sing for them, and greet them when they came back. Similarly, if somebody stole something from me, I would have to give him another present, because he would only steal, if he felt that he didn't have enough, and so you should be made to feel that you have enough. So they were sophisticated in social ways. Their constant aim was to keep resocializing people to be good to each other, to maintain social cohesion and cooperation. That struck me as an extremely sophisticated society in that sense, and I was very impressed by that and thought a lot about that before I wrote "Woman on the Edge of Time."
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Nos dois romances eu enfatizo muito a educação das crianças. Crianças devem ser criadas e educadas juntas devem ser educadas pela comunidade a responsabilidade pelas crianças é compartilhada. Isso é comum em romances utópicos de mulheres. Mesmo aqueles que não se professam utópicos contêm uma espécie de subsociedade nesses moldes. Basicamente, acredito que deva existir muita liberdade para as crianças liberdade para aprender, para conhecer novas coisas. Vejo a diferença entre minha própria infância quando eu me sentia em grande liberdade e hoje as crianças são levadas de uma atividade a outra geralmente pela mãe, às vezes pelo pai. Crianças ricas vão de um treino de futebol a um curso de linguagem, a aulas de reposição depois a um coral, e sabe Deus o que mais a lista é interminável. Eu vivo numa cidadezinha, e aqui as crianças ainda têm mais liberdade que nos subúrbios onde as crianças parecem não ter qualquer liberdade. Não creio que tal liberdade tenha me prejudicado às vezes corri perigo, mas aprendi a sair ilesa. É uma vida circunscrita e sem imaginação que a maioria das crianças tem hoje em dia. Sua imaginação é programada pela mídia elas têm pouquíssimo espaço para explorar exceto pela Internet, e é por isso que elas surfam tanto na Web o único lugar onde elas parecem ter autonomia ou alguma habilidade para explorar. Nestes dois livros eu me preocupei com a educação e a sociabilização das crianças. Em "He, She and It " eu me preocupo mais com a comunidade, e não com a educação hierárquica que ocorre no ambiente corporativo. Em "Woman on the Edge of Time " eu falo mais do processo de educação. As crianças passam bem pouco tempo no aprendizado formal ou fazendo provas elas passam mais tempo com adultos. No livro todas as crianças têm 3 mães que podem ser de qualquer sexo. As 3 são igualmente responsáveis pelas crianças até a idade de 12 ou 13, quando decidem que estão prontas para se tornarem jovens. Nessa época, passam por um processo de iniciação e suas mães não podem falar com elas durante 3 meses. Outros adultos respondem a suas perguntas e dão conselhos mas não têm autoridade sobre as crianças nem têm a mesma intimidade das mães. É um processo de liberação que serve como atalho para eliminar a angústia e a revolta da adolescência que enfrentamos em nossa sociedade uma época em que muitas crianças odeiam seus pais e até sentem o desejo de matar seus pais por frustração e por revolta.
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