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In a book titled La veduta corta (The Short Sight) he castigates the limited purview of the markets (always after quick profits) and of governments (always minding the next election), of the media (keen on sensationalist news and on their ratings), of business enterprises, of families, and of popular psychology in general.
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Sem reformas de fundo e de largo alcance, os que esquecem as lições da História estão condenados a repeti-la. É a advertência que nos fazem as figuras mais destacadas do establishment regulador internacional. Entre elas, destacarei somente duas: na Europa, Tommaso Padoa-Schioppa, presidente do centro de pesquisa “Nossa Europa”, fundado por Jacques Delors. Foi ministro da economia na Itália no período 2006-2008, banqueiro central em Roma e Frankfurt, e funcionário da Comissão Europeia. Em um livro recente, intitulado La veduta corta (A visão curta)1, critica duramente o estreito horizonte temporal dos mercados (interessados no lucro imediato), dos governos (interessados no calendário eleitoral), das mídias (interessadas nas avaliações e no sensacionalismo), das empresas, das famílias, e até da nossa própria psicologia. Sem um pensamento de largo alento e sem uma vista abrangente do conjunto, sustenta Padoa-Schioppa, o mundo globalizado está condenado a ser uma “sociedade de risco” que se moverá de sobressalto em sobressalto. Sempre na Europa, Jacques Attali, ex-presidente do Banco de reconstrução e desenvolvimento europeu, sustenta posições similares (2). Nos Estados Unidos, à parte alguns economistas críticos que despertaram recentemente da complacência de sua disciplina, a advertência foi proclamada em voz alta pelo ex-presidente do Federal Reserve e distintíssimo “piloto de tormenta” Paul Volcker, em um recente artigo publicado no New York Times (3). Em síntese, Volcker sustenta que os enormes conglomerados bancários ao estilo do Citibank devem separar suas distintas funções e, em caso de outra crise, o governo deveria administrar sua liquidação. Em outras palavras, as instituições que se proclamam “demasiado grandes para fracassar” são demasiado grandes para existir. Em certo sentido (atualizado para condições de globalização), Volcker reitera a recomendação de Adam Smith no célebre livro A riqueza das nações, de que os bancos devem ser de dimensão moderada.
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