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A construção do Palácio Garnier fora decidida por Napoleão III, que desejava reurbanizar o bairro de negócios e aproveitar para nele construir uma ópera grandiosa e com uma segurança bem mais reforçada, com o objetivo de substituir a sala Le Peletier. Esta sala, muito pequena segundo Napoleão, não mais era considerada como um lugar seguro após o assassinato do duque de Berry, em 1820. O barão Haussmann escolheu a localização em função do acesso direto ao palácio real por meio de uma via especial, a “Avenida da ópera”, construída com esta finalidade. Paralelamente, um concurso de arquitetura fora lançado em 1860 para eleger o melhor construtor para o projeto. Viollet-le-Duc, conhecido por ter restaurado a catedral de Notre Dame, era o favorito, mas, finalmente, foi Charles Garnier, ainda desconhecido do público, quem ganhara a competição. A construção do Palácio Garnier durou quinze anos. O projeto fora adiado várias vezes desde o início, pois o estudo dos solos revelou um lençol freático sob o edifício. Em 1869, as obras tiveram de ser interrompidas em virtude da guerra da Prússia. Um ano mais tarde, a sala Le Peletier fora incendiada, relançando as obras da ópera Garnier. Finalmente, em 1875, a nova ópera fora inaugurada e aclamada, encontrando um sucesso inegável.
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