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L’opération propre à l’activisme, avec sa puissance macropolitique, intervient dans les tensions qui ont lieu dans la réalité visible, stratifiée, entre pôles en conflit dans le partage des places établies par la cartographie dominante dans un contexte social donné (conflits de classe, de race, de genre etc). L’action militante s’inscrit au coeur de ces conflits, se situant en position d’opprimé et/ou d’exploité, ayant pour but la lutte en faveur d’une configuration sociale plus juste.
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A operação própria ao ativismo, com sua potência macropolítica, intervém nas tensões que se produzem na realidade visível, estratificada, entre pólos em conflito na distribuição dos lugares estabelecida pela cartografia dominante num dado contexto social (conflitos de classe, de raça, de gênero, etc). A ação ativista inscreve-se no coração destes conflitos, se fazendo a partir da posição de oprimido e/ou de explorado, tendo por objetivo lutar por uma configuração social mais justa. Já a operação própria à ação artística, com sua potência micropolítica, intervém na tensão da dinâmica paradoxal entre, de um lado, a cartografia dominante com sua relativa estabilidade e, de outro, a realidade sensível em constante mudança, efeito da presença viva da alteridade que não pára de afetar nossos corpos. Tais mudanças tensionam a cartografia em curso, o que acaba provocando colapsos de sentido. Estes se manifestam em crises na subjetividade, as quais levam o artista a criar, de modo a dar expressividade para a realidade sensível geradora da tensão. A ação artística inscreve-se no plano performativo – visual, verbal, musical ou outro –, operando mudanças irreversíveis na cartografia vigente. Ao tomar corpo nas criações artísticas, tais mudanças tornam as mesmas portadoras de um poder de contágio em sua recepção. Como escreve Guattari : « Quando uma idéia é válida, quando uma obra de arte corresponde a uma mutação verdadeira, não é preciso artigos na imprensa ou na TV para explicá-la. Transmite-se diretamente, tão depressa quanto o vírus da gripe japonesa ».[12] Em suma: do lado da militância, estamos diante das tensões dos conflitos no plano da cartografia do real visível e dizível (plano das estratificações que delimitam sujeitos, objetos e suas representações); do lado da arte, estamos diante das tensões entre este plano e o que já se anuncia no diagrama do real sensível, invizível e indizível (plano dos fluxos, intensidades, sensações e devires). O primeiro envolve sobretudo a percepção e o segundo, a sensação.
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