|
|
La propriété de l’intervention appartient certes aux représentants politiques, mais doit être étendue aux instances sociales des différentes groupes, des victimes : pour le paysan mozambicain, déjà infecté par le virus, la politique exclusivement préventive de son gouvernement n’était plus une réponse appropriée La mère séropositive et la veuve étaient préoccupées pour leurs enfants.
|
|
|
Terceiro: Ownership, sustentabilidade e desenvolvimento. Conjugo estes 3 termos com 3 quesitos que muitas vezes os meus interlocutores colocam: DREAM respondia deveras às prioridades dos países envolvidos? Este programa não é excessivamente caro perante os limitados recursos disponíveis em África? Representa um verdadeiro contributo para o desenvolvimento? Gostaria de dizer que, obviamente, DREAM negociou a sua intervenção com cada país, respeitando as vontades políticas nacionais e encontrando amplo consenso, mas permitam-me também de enriquecer o sentido da ownership acrescentando o termo democrática. A propriedade da intervenção pertence, certamente, aos representantes políticos, mas deve ser alargada às instâncias sociais dos vários grupos, das vítimas: para o lavrador moçambicano já infectado pelo vírus, a política exclusivamente preventiva do seu governo não era uma resposta apropriada. A mãe seropositiva e viúva alimentava a preocupação pelos próprios filhos. Os mais de 20 milhões de seropositivos representam uma nação africana e são portadores de instâncias que devem ser acolhidas. Ao contrário de outras patologias como a malária ou a tuberculose ou de situações como a malnutrição, a SIDA é a única grande epidemia que teve a força de travar o crescimento da esperança de vida na África Subsariana, chegando, em muitos casos, a invertê-la. Precisamente o que aconteceu com a Segunda Guerra Mundial. Não se deveria ter em consideração também este factor? Acredito que um diálogo dinâmico respeitoso de um conceito alargado de ownership foi o que levou a forçar os limites do paradigma sobre a prevenção e a dar respostas audazes mas concretas a todos. Relativamente à sustentabilidade, gostaria apenas de dizer duas coisas: lembro-me que em Moçambique antes de 2000 não se conseguia encontrar um único laboratório com um aparelho automático para a contagem dos glóbulos vermelhos que funcionasse efectivamente. Hoje, no país, são numerosos os laboratórios de biologia molecular que funcionam perfeitamente, o que demonstra como o esforço profuso pelas agências internacionais e pelas muitas organizações não governamentais libertou com sucesso, o país de uma condição de grande atraso. Mas acrescento também mais outra coisa: todos os operadores médicos, de laboratório, informáticos e todos os enfermeiros e operadores sociais que trabalham nos centros DREAM, hoje, são africanos. Cresceram as competências, os conhecimentos e a cultura do trabalho neste esforço de acompa
|