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Mais de 80% da população ativa do Uganda trabalha na agricultura. Os camponeses cultivam, sobretudo, áreas ao ar livre só para consumo próprio; as suas roças têm em média um tamanho de 0,4 a 1,2 hectares – isto são cerca de 4.000 a 12.000 m2. Os produtos colhidos destas áreas têm de chegar para alimentar, em média, sete membros da família. Entre outros produtos, são cultivados milho, feijão, soja, arroz, sésamo, milho painço, batata-doce e ervilhas, girassóis, mandioca, café, chá, algodão e bananas, além do trigo e da cevada que são cultivados nas terras altas. Os solos no país são férteis por natureza. No entanto, já há muitos anos que vêm sendo extraídos nutrientes por parte dos produtos do campo, sem que estes tenham vindo a ser repostos por meio de fertilização. No Uganda é utilizado, em média, menos de 1 kg de fertilizante por hectar. (Em todo o continente africano são cerca de 8 kg/ha.) Com isso, a fertilidade dos solos foi sofrendo cada vez mais, e os pequenos camponeses só conseguem pequenos rendimentos em comparação. Depois, há ainda o problema de os camponeses distribuírem as suas terras pelos filhos e as gerações vindouras terão de viver de áreas cada vez mais pequenas.
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