|
|
As abordagens de prevenção assentes em programas estão a ganhar terreno no domínio da prevenção em meio escolar. A prevenção assente em programas é efectuada de forma normalizada, num número de sessões definido, cada uma das quais com um conteúdo preciso, e com materiais didácticos pormenorizados para professores e alunos. A monitorização e a avaliação ficam, deste modo, facilitadas e as intervenções tornam-se mais exactas, fiéis e coerentes, o que lhes permite ter uma qualidade elevada. Em consequência, há agora um maior número de Estados-Membros que monitorizam as intervenções de prevenção em meio escolar (República Checa, Grécia, Espanha, Irlanda, Itália, Chipre, Hungria, Países Baixos e Reino Unido). O primeiro Ensaio Europeu de Prevenção das Toxicodependências (EU-Dap) (www.eudap.net) revelou resultados promissores. Financiado pela Comissão Europeia, o projecto foi executado em sete países, nove centros regionais e 143 escolas, e envolveu 7 000 estudantes (3 500 num grupo de ensaio e 3 500 num grupo de controlo), tendo sido objecto de uma avaliação cruzada. O EU-Dap informa que, relativamente ao grupo de controlo, os estudantes do grupo de ensaio apresentavam uma probabilidade 26% menor de fumarem diariamente, uma probabilidade 35% menor de se embriagarem frequentemente e uma probabilidade 23% menor de consumirem cannabis. Uma abordagem comparável da investigação assente em programas é o programa Blueprint, do Reino Unido (30). Além disso, está a dar-se maior atenção a uma orientação técnica mais rigorosa e a uma melhor cobertura na execução da prevenção em meio escolar (por exemplo, em França e Irlanda).
|