|
|
Et ainsi de suite, durant une longue vie qui a trempé dans la grande culture allemande. En fait, après les livres et la musique qui, étant donné le désert culturel dans lequel je vivais, étaient pratiquement des expériences clandestines, vinrent les expériences réelles.
|
|
|
Pouco depois, no caos de leituras de minha infância, o acaso me conduziu a outras obras alemãs, como “A colônia penal” de Kafka, onde eu descobri o medo e a injustiça. Alguns anos mais tarde, quando era estudante num colégio de Los Angeles, descobri a Europa num romance alemão. Nenhum livro foi tão importante na minha vida quanto a “Montanha Mágica”, cujo tema é, precisamente, o confronto dos ideais no seio da civilização européia. E depois, por longo tempo, uma vida que mergulhou na grande cultura alemã. De fato, depois dos livros e da música que, considerando o deserto cultural no qual eu vivia, eram praticamente experiências clandestinas, vieram as experiências reais. Eu também sou beneficiária tardia da diáspora cultural alemã, e tive sorte de conhecer alguns dos mais geniais refugiados da Alemanha de Hitler, escritores e artistas, músicos e eruditos que os EUA receberam nos anos 30 e que enriqueceram o país e, em particular, as universidades. Permitam-me nomear dois que tive o privilégio de ter entre meus amigos, no fim da minha adolescência e no começo dos meus vinte anos: Hans Gerth e Herbert Marcuse. Também aqueles que estudaram comigo na universidade de Chicago e em Harvard, Christian Mackauer e Paul Tillich e Peter Heinrich von Blanckenhagen, e em seminários privados, Aron Gurwitsch e Nahum Glatzer; e Hanna Arendt que conheci após me mudar para New York quando tinha 15 anos – e tantos modelos de seriedade que eu gostaria de evocar aqui.
|