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Je me souviens d'un réalisateur allemand qui vivait à l'époque à San Francisco, qui me disait qu'il adorait vivre aux USA « car vous n'avez aucune culture ici. » Pour plus d'un Européen, y compris D.H. Lawrence (« ici la vie sort des racines, grossière mais vitale », a t-il écrit à un ami en 1915 quand il avait pour projet de vivre en Usamérique), l'Usamérique est la grande évasion.
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Do ponto de vista da velha Europa, os EUA parecem querer malbaratar a admiração e gratidão que sentem vários europeus. A compaixão pelos EUA logo após os ataques de 11 de Setembro, foi sincera (testemunhei esse fervor e sinceridade na Alemanha, pois estava em Berlim naquele momento). Mas o que se seguiu foi uma discórdia crescente entre os dois lados. Os cidadãos das nações mais ricas e poderosas da história, sabem que os EUA são amados, invejados...alvo de ressentimentos. Todos aqueles que viajaram ao exterior, sabem que os americanos são considerados vulgares, rústicos, grosseiros, pelos europeus. E por vezes justificam essa visão com uma atitude que acentua o ressentimento de ex-colonos. Os europeus cultos, que gostam de visitar ou morar nos EUA, atribuem, de maneira condescendente, um ambiente liberal de uma colônia onde é possível se desfazer de restrições e do peso da grande cultura européia. Me lembro de um diretor alemão que vivia, na época, em São Francisco, que me dizia que adorava viver nos EUA “porque vocês não têm qualquer cultura aqui”. Para vários europeus, aí incluído D.H Lawrence, (“ aqui a vida não tem raízes, grosseira mas vital”, escreveu ele a um amigo em 1915 quando pretendia morar nos EUA), os EUA representam a grande evasão. E vice-versa: a Europa foi a grande evasão por gerações para americanos em busca de cultura. É claro que estou falando de uma minoria, uma minoria privilegiada.
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